Theater Oi Casa Grande
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RIO MAIS BRASIL

Abrem-se as cortinas do presente: em cena, o Brasil real, aonde cantam sabiás, uirapurus, mas que é, principalmente, berço de um povo produtor de uma arte plural, que cria música para balançar a tristeza, de uma gente que suja as mãos de barro para trabalhar, mas também para fazer brotar belezas. O país de Villa-Lobos, Ary Barroso, Caetano Veloso, Rita Lee, Almir Sater, Tom Zé. Mas também da mulher que carrega a lata d´água na cabeça, do menino que faz samba ou funk no morro ou no asfalto, do índio que dança em sua aldeia, do sertanejo que produz poesia à espera da chuva, da cabocla de jeito mestiço, do guri tri legal. Com direção de Ulysses Cruz e dramaturgia de Renata Mizrahi, ‘Rio mais Brasil, o nosso musical’ exalta um país possível e a Cidade Maravilhosa, cheia de encantos e contrastes. O povo brasileiro é o protagonista, com sua pluralidade, sua complexidade, seu sincretismo, livre de estereótipos. Uma gente que enverga, mas não quebra. A estreia será no dia 20 de julho, no Oi Casa Grande, com Cris Vianna, Claudio Lins, Danilo Mesquita e Danilo de Moura encabeçando um elenco de 20 atores-multi-instrumentistas.

‘Rio mais Brasil, o nosso musical’ se passa nos bastidores da realização de um longa-metragem. O produtor Martin (Claudio Lins) recebe uma verba para criar uma superprodução, mostrando um Brasil jamais visto antes no cinema. Após muito procurar, ele vê suas ideias traduzidas pela cineasta Cris (Cris Vianna), que propõe mostrar a essência do povo brasileiro. E a escolha do elenco deve refletir essa proposta, com pessoas de todo o país, que mostrarão um pouco de suas vivências, ajudando a entender o Brasil através da sua gente. À medida que as filmagens avançam, os valores vão sendo reduzidos, até que o investimento na produção é completamente cancelado. Como seguir adiante? O que pode ser feito? Um novo fato reacende as esperanças e possibilita a continuação das filmagens.

Desde o início do processo, o idealizador do projeto, Gustavo Nunes, e o diretor Ulysses Cruz tinham uma certeza: queriam fugir do óbvio, evitar uma abordagem estereotipada. “Recusamos tudo que fosse clichê”, pontua o diretor. “Queremos um lugar mais real, de pessoas potentes, não os mesmos cartões postais, nem as mesmas frases feitas”, afirma a autora Renata Mizrahi. “Eu não quero retratar a Zona Sul, da forma como sempre é mostrada, quero também a arquibancada número 1 da Sapucaí. Aquelas pessoas que estão ali têm histórias maravilhosas para contar. Uma das primeiras visões que tive do Rio foi o baile charme de Madureira. Aquele é o Rio que me interessa, o Rio real”, acrescenta Ulysses.

Realidade e ficção dialogam em cena. Não apenas porque o espetáculo retrata uma rotina tão comum à cultura brasileira, mas porque foi livremente inspirado em um fato acontecido na própria produção do musical, que seria montado em 2016, porém teve o cancelamento de um patrocínio quando estava iniciando os ensaios, já com todo o elenco escolhido. O produtor e idealizador Gustavo Nunes não desistiu e artistas como Ulysses Cruz e Cris Vianna seguiram à disposição do projeto, que pôde agora ser viabilizado com apresentação do Ourocap, patrocínio da Eletrobras Furnas e copatrocínio do IRB Brasil RE e apoio da ONS, em uma realização da Turbilhão de Ideias Entretenimento.

É a arte mais uma vez driblando os obstáculos e fazendo brotar a criação de onde antes havia apenas incerteza. “Essa primeira tentativa frustrada se transformou em história na peça. E o Martim é uma homenagem ao Gustavo, que nunca desistiu de fazer esse espetáculo nascer”, exalta Ulysses.

“O Ulysses foi a primeira pessoa que convidei para integrar o projeto. A ousadia que ele apresenta em suas encenações seria fundamental para poder realizar um projeto como este”, afirma Gustavo, que complementa: “sentia falta de ver nos palcos um espetáculo que refletisse o Brasil de hoje. Ainda consumimos tantas histórias que não têm absolutamente nada a ver com a nossa realidade. Nossa cultura e nossas questões precisam tomar maior proporção, ainda mais num momento como o que estamos vivendo”.

Assim como no filme retratado no espetáculo, a escolha do elenco traduz a diversidade brasileira: foram mais de 500 candidatos de todo o país e a lista inclui nomes do Amazonas, Mato Grosso, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Anna Bello, André Muato, Bárbara Sut, Camila Matoso, Clayson Charles, Edmundo Vitor, Janaína Moreno, Kesia Estácio, Leandro Melo, Luciana Balby, Nando Motta, Marcel Octavio, Paulo Ney, Priscilla Azevedo e Teka Balluthy foram escolhidos pela banca formada por Ulysses Cruz, os diretores musicais Carlos Bauzys e Daniel Rocha, o diretor assistente, Thiago de Los Reyes, a produtora de elenco, Vanessa Veiga, e Gustavo Nunes. O elenco se complementa ainda com o multi-instrumentista Fernando Thomaz, que também atua nesta encenação.

Carlos Bauzys não esconde a satisfação com os atores escolhidos: “foi uma das seleções mais difíceis que já fiz, fiquei entusiasmado com o alto nível dos multi-artistas”, celebra. “Queríamos um elenco que espelhasse o Brasil, mas um elenco real, não pessoas que parecessem, mas que fossem. Nossa vontade é realmente colocar em cena o povo brasileiro”, explica Ulysses.

A versão final do texto ainda está em construção. Renata conta que recebeu o pedido do texto com a ideia de trabalhar em cima do Rio e do Brasil, mas sem um argumento definido. “Tive várias conversas com o Ulysses e o Gustavo. Bati muita bola com eles e, aos poucos, fomos construindo essa história. A gente troca ideia, debate muito. E agora temos também os atores, que chegaram, cada um com uma bagagem e histórias que só nos enriquecem. Esse trabalho é a arte de ouvir, filtrar e escrever”, explica Renata.“O texto está em movimento. Já fizemos algumas versões e teremos mais, porque os atores estão nos trazendo informações, vivências, surgem demandas naturais da encenação”, complementa Ulysses.

Participação popular

O espetáculo inova ainda ao possibilitar a participação do público na criação do roteiro final. As pessoas podem enviar histórias verídicas e letras inéditas de músicas, através do site http://riomaisbrasil.com.br/. Uma dessas histórias e uma canção inédita serão selecionadas e incorporadas ao enredo final, que tem uma linha narrativa não-cronológica e não-linear.  Em dado momento, podem ser mostrados, simultaneamente, o teste dos candidatos junto às cenas de suas vidas reais; cenas dos investidores podem se alternar com as filmagens ou com cenas dos bastidores. “Primeiro, eles entram como atores e vão virando personagens. Nas cenas dos testes, são os próprios atores, com um pouco se suas experiências” explica Ulysses.

A trilha final ainda está em construção, mas trará músicas representativas das diferentes regiões brasileiras. O espetáculo reúne canções inéditas, além de composições de Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Rita Lee, Gonzaguinha, Almir Sater, Ary Barroso, Tom Zé, Aldir Blanc, Arlindo Cruz, Waldemar Henrique, Kleiton e Kledir, Dani Black, Dona Onete, entre outros, que ressurgem em arranjos originais de Carlos Bauzys e Daniel Rocha. “A nossa busca é refletir nos arranjos, na escolha das músicas, um pouco de tudo do Brasil, essa mistura imensa. Então, estamos trazendo várias referências. É uma mistura de múltiplas influências brasileiras adicionadas aos elementos do teatro musical”, esclarece Bauzys, que não esconde o entusiasmo com a grandeza musical desse país. “Essa riqueza parte de uma espontaneidade sublime. Em cada canto do Brasil que você vai, encontra tradições populares que existem há muito tempo e são extremamente ricas e únicas. O que mais me atrai é essa beleza que parte da espontaneidade e da simplicidade”, finaliza.

Um dos exemplos da busca por essa originalidade é a canção ‘Aquarela do Brasil’ (Ary Barroso), que ressurge completamente renovada, não só pelo arranjo inédito, mas pelo rap escrito pelo próprio Bauzys, incorporado à letra. “Na hora que a música fala, Terra de Nosso senhor, ali já entra um rap que diz, entre outras coisas: Terra de Nosso Senhor, de Oxalá, de Iemanjá, de Jesus. Exaltamos o sincretismo no Brasil, que é algo tão lindo no nosso país, essa pátria de todos”, exalta.

Os atores tocarão uma gama de instrumentos (mais de 30), muitos deles inusitados, como: berimbau de boca, ganzá, chinelofone e timbal. A direção musical aposta na percussão corporal como um elemento primordial na construção do espetáculo. “Quero todos tocando muito, tirando sons do próprio corpo, isso mostra nossa precariedade, dói. Somos todos precários, isso é lindo porque é o que nos torna humanos”, vibra Ulysses. Carlos Bauzys tem vasta experiência com essa linguagem, já trabalhou com o Barbatuques, um dos maiores expoentes do mundo em percussão corporal. “Essas escolhas partiram da nossa vontade de fazermos coisas diferentes, explorarmos distintos recursos vocais. E tem tudo a ver com o espetáculo, porque o corpo é muito rico de sonoridades e traz essa precariedade que o Ulysses busca. E também é natural da cultura do Brasil: fazer música, arte com o que é disponível”, acrescenta Bauzys.

Os diretores musicais dialogam muito com os atores e alguns arranjos nascem dessa troca de vivências. “A ideia é justamente trazer um pouco do conhecimento e da cultura do elenco, esse processo de construção coletiva também acontece. Muitas vezes, levamos os arranjos fechados e ensaiamos, mas somos muito abertos a sugestões, porque entendemos que a colaboração das pessoas é muito importante para o resultado ficar mais rico ainda”, aponta Bauzys.

A potência da música que segue sendo produzida nos mais diferentes Brasis espalhados dentro de um mesmo país é uma das principais motivações de Carlos Bauzys ao realizar esse espetáculo. “Ainda na adolescência, quando eu conheci a nossa música de verdade, que eu me entendi como brasileiro e pela primeira vez tive orgulho do lugar onde eu nasci. Se eu puder passar um pouco disso para o público, minha missão será cumprida”, celebra Bauzys.

O musical representa o hoje, não foge do momento delicado que o país atravessa, mas traz um olhar otimista. “Quero que cada um em cena seja um brasileiro. Minha intenção é fazer um extrato social, antropológico do Brasil. O espetáculo vai lidar com a antropologia, com a política (porque tudo é política), mas nossa ideia não é ficar reclamando, lamentando, é mostrar um país que a gente quer”, vibra Ulysses. “Esse país foi “estuprado” desde a sua descoberta, mas esse povo se reinventa a cada momento. Queremos mostrar a cara dessa gente, mostrar dentro do caos o quanto somos grandes e ricos de diversidade e quanta beleza pode haver!?”, exalta Renata.

RIO mais BRASIL, o nosso musical

Apresentado por
MINISTÉRIO DA CULTURA, PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO,
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E OUROCAP

LEI DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio Master
OUROCAP

Uma Produção
TURBILHÃO DE IDEIAS ENTRETENIMENTO

Patrocínio
PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO E SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTRA
ELETROBRAS FURNAS

Copatrocínio
IRB BRASIL RE

Apoio
ONS

Realização
MINISTÉRIO DA CULTURA
BRASIL GOVERNO FEDERAL




Age Rating:

Lenght:

Bilheteria

Telefone: (21) 2511.0800
Terças e quartas - 15h às 20h
Quintas e sextas - 15h às 21h
Sábados - 12h às 21h30
Domingos - 12h às 19h
Ingressos também pelo site Ingresso.com ( www.ingresso.com.br )
Capacidade do teatro: 926 lugares
Estacionamento Shopping Leblon: com entrada pela rua ao lado (Rua Professor Antonio Maria Teixeira). O estacionamento funciona de 7h às 24h.

BABADOS DA VIDAS

Considerara uma das youtubers e influenciadoras de maior destaque em nosso país, com mais de 15 milhões de visualizações mensais, 6 milhões de seguidores em suas redes sociais e uma média de 65 mil curtidas por post em suas redes, a talentosa e premiada youtuber Evelyn Regly traz pela primeira vez ao palco todo o seu grande carisma e talento num surpreendente e divertido espetáculo “Babados da Vida” homônimo de seu canal do youtube.

O espetáculo “Babados da Vida” traz de uma forma inovadora a linguagem digital para o universo teatral, onde Evelyn Regly apresenta alguns de seus já conhecidos quadros de seu canal e fala de maneira irreverente de suas experiências, comportamento, relacionamento e do empoderamento feminino.

Desenvolvido e criado por dois autores de peso, Andrea Batittuci, que é uma das autoras do programa “Vai que Cola” e redatora final do novo programa da Multishow “A Vila” e também roteirista do mais novo filme do brilhante Paulo Gustavoe Márcio Araujo, escritor de sucesso, ganhou grande destaque em seu último texto “Ela é o Cara!”, escrito em parceria com Andrea Batittuci e estrelado por Vera Fischer e Edson Fieschi.

“Babados da Vida” traz muitas surpresas e conta também com a participação do ator Kakau Berredo que possui longa trajetória no teatro e também participou do aclamado canal “Porta dos Fundos”.

A direção do espetáculo é do renomado ator e diretor Edson Fieschi, com mais de 32 anos de carreira, Fieschi já atuou em mais de 40 produções teatrais, 12 novelas e minisséries ao lado de grandes estrelas. Sua última direção no teatro foi a superprodução “Relações Aparentes” de Alan Ayckbourn, estrelada por Vera Fischer e Tato Gabus Mendes.

A produção do espetáculo é uma associação das produtoras Borges &Fieschi produções e Dois Atos produções, empresas que atuam há mais de 15 anos no mercado teatral produzindo grandes espetáculos com estrelas como Antônio Fagundes, Marilia Gabriela, Marília Pêra, Carmo Dalla Vecchia, Gabriela Duarte, Maria Clara Gueiros entre outros.

Ficha Técnica:

Texto: Andrea Batittuci e Márcio Araujo
Elenco: Evelyn Regly e Kakau Berredo
Direção: Edson Fieschi
Diretores de Prod.: Luciano Borges e Nilza Guimarães

Classificação: Livre
Duração: 65 minuto
Teatro Oi Casa Grande
Dia 26/08 as 16hr
Dia 27/08 as 14:30 hr

Valor platéia especial e camarote R$ 100,00
Os outros assentos R$ 80,00




Age Rating:

Lenght:

Bilheteria

Telefone: (21) 2511.0800
Terças e quartas - 15h às 20h
Quintas e sextas - 15h às 21h
Sábados - 12h às 21h30
Domingos - 12h às 19h
Ingressos também pelo site Ingresso.com ( www.ingresso.com.br )
Capacidade do teatro: 926 lugares
Estacionamento Shopping Leblon: com entrada pela rua ao lado (Rua Professor Antonio Maria Teixeira). O estacionamento funciona de 7h às 24h.